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08/10/2006 - Sentinela de Cristo - Raphael Souza Werling de Oliveira (Kibe)
Por Raquel Novaes

Por Raphael nem todo mundo o conhece. O apelido ele ganhou em 1993, quando se sujou de lama durante um jogo de vôlei, no acampamento em Bananal. Desde então, Raphael Souza Werling de Oliveira, hoje com 26 anos, é chamado de Kibe.

Mas o esporte preferido nem é esse. Como todo garoto, sempre gostou de futebol e começou cedo na carreira que terminou em hobby. Aos cinco anos, jogava futebol de salão na categoria "fraldinha", no clube Magnatas. Sete anos mais tarde, entrava em campo pelo Vasco. Hoje, joga uma pelada nos fins de semana. Os estudos foram os responsáveis pela promissora carreira deixada para trás. Formado em Direito, Kibe é policial civil desde 2002.

Sonhos? Ele tem vários: ser delegado federal ou trabalhar no Ministério Público ou ser juiz; poder dar uma vida tranqüila para a família; viver num lugar mais calmo. Mas, um desejo ele faz questão de enfatizar: ver o fim daquilo que mais o incomoda - a falta de interesse no resgate de pessoas.

Kibe afirma que durante os dois anos em que trabalhou na CORE - Coordenadoria de Recursos Especiais da polícia aprendeu a se preocupar com os que estão machucados. "Em situações extremas, você não pode querer salvar só a si próprio, mas também seus companheiros, senão, a caminhada termina frustrada". Há mais de 15 anos na Catedral - muito atuante na Federação, inclusive como presidente da UPA - ele completa: "A igreja é o único exército que deixa os mortos para trás".

Eu sou: um obstinado.

Tenho mania de: balançar as pernas quando estou sentado estudando, vendo televisão e até nos cultos.

Meu maior vício é: o futebol, desde criança.

Eu gostaria de ser por um dia: jogador profissional do Vasco e marcar o gol do título, contra o Flamengo, no Maracanã lotado.

Não vivo sem: minha família, namorada e amigos mais chegados.

Para manter a forma eu: jogo bola.

Adoraria aprender: a pintar quadros pra relaxar nas horas vagas.

O melhor programa é: jantar num belo restaurante com a Lívia - minha namorada - regado a um bom vinho tinto de qualidade.

Sou fã de carteirinha: do Juninho Pernambucano.

Meu livro de cabeceira é: basicamente a Bíblia, mas estou sempre lendo outros livros, depende do momento.

A trilha sonora da minha vida é: "Desesperar, jamais" - Ivan Lins.

A melhor viagem que já fiz: Chapada dos Guimarães/MT, pelo contexto, em 2004.

Gostaria de ter vivido na época dos: anos 50-60, num Rio de Janeiro maravilhoso que, infelizmente, ficou pra trás.

Um momento para eternizar: quando Lívia e eu saímos sozinhos pela 1ª vez e começamos a namorar.

Perco a paciência quando: estou atrasado e fico preso dirigindo no engarrafamento.

Meu maior defeito é: a desorganização.

Guardo com carinho: uns bilhetes, escritos por meus pais e amigos, que recebi, de surpresa, quando participei de um encontro de jovens em Americana (SP), há 6 anos.

O versículo que norteia a minha vida é: "Mil cairão ao teu lado, e dez mil, à tua direita, mas tu não serás atingido". - Salmo 91:7

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