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06/08/2006 - O nome dele é trabalho - Álvaro Domingues Soares
Por Lívia de Souza Vieira

Ele é uma figura. Engraçado e hiperativo, Álvaro Domingues Soares - o Alvinho - se descreve como um cara popular e desligado. Com apenas 21 anos, esse craque professor de Matemática tem um currículo de muito trabalho, tanto no meio secular quanto na igreja.

"Comecei a trabalhar com 12 anos, dando aula particular de Matemática. Não sou a pessoa mais responsável do mundo, mas talvez eu tivesse sido um jovem muito mais rebelde se não tivesse começado a trabalhar tão cedo", afirma.

Na igreja não foi diferente. Nascido em berço cristão, Alvinho ocupou diversos cargos na igreja presbiteriana de Bento Ribeiro. Sua história com a Catedral do Rio começa em 1998, quando participou de um acampamento da UPA. "Eu fui para o acampamento roubar idéias, pois era presidente da UPA de Bento Ribeiro nesta época. Acabei me apaixonando pela Catedral e estou aqui até hoje", conta.

Apesar de ter crescido na igreja, Alvinho confessa que foi difícil ter uma experiência verdadeira com Deus. "Você já nasce achando que é convertido. Só depois de um tempo, eu fui entender que precisava realmente encontrar Deus, coisa que aconteceu neste acampamento da UPA de 98", explica.

Uma das coisas mais importantes para Alvinho é, sem dúvida, sua família. Fácil notar o amor por seus pais e irmã - Carlos, Débora e Alessandra - simplesmente pelo jeito carinhoso de falar. "Meu pai é o cara, eu sonho ser igual a ele; e minha mãe é amiga de todo mundo". Alvinho ainda destaca que sua família tem um ministério de fantoche para crianças, no qual ele trabalhou por muitos anos.

A entrada para a UMP aconteceu somente no ano passado, e não foi muito fácil. Como acontece com muitos adolescentes, "subir" para a mocidade é uma fase difícil, de muitas mudanças. "Eu relutei porque achava o pessoal muito chato, ninguém me dava atenção. Por exemplo, eu sempre vi o Luiz (tesoureiro da UMP) como uma pessoa metida e hoje ele é um exemplo pra mim. Acho que houve mudança dos dois lados e hoje eu vejo que muita coisa era paranóia nossa mesmo", diz.

Foi só a liderança da UMP dar trabalho para Alvinho, que ele ficou feliz. "Quando entrei na UMP, tinha acabado de sofrer um acidente de moto e por isso, enquanto meus amigos de UPA já estavam trabalhando na mocidade, eu estava à toa", lembra. Hoje, no entanto, ele não pode reclamar: é secretário de Sociabilidade da UMP e ralou pra valer na Semana da Juventude deste ano.

Conheça um pouco mais sobre nosso entrevistado:

Eu sou: Alegre

Tenho mania de: Coçar a garganta

Meu maior vício é: Falar "entendeu?"

Eu gostaria de ser por um dia: Brad Pitt

Não vivo sem: Dinheiro

Para manter a forma eu: Como muito!

Adoraria aprender: A tocar bateria

O melhor programa é: Ir ao CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil)

Sou fã de carteirinha: Do meu pai

Meu livro de cabeceira é: Almanaque dos anos 80

A trilha sonora da minha vida é: Proteção

A melhor viagem que já fiz: Para Parati, quando fui com meus pais

Gostaria de ter vivido na época dos: Anos 80

Um momento para eternizar: Fevereiro de 1998, a última devocional do acampamento da UPA

Perco a paciência quando: Não me entendem

Meu maior defeito é: Ser grosso de vez em quando

Guardo com carinho: A Bíblia de Genebra que ganhei do pai do Rev. Haveraldo. Eu passei até base de unha nos letreiros da capa para não desgastar

O versículo que norteia a minha vida é: "Em paz me deito e logo pego no sono, porque só Tu, Senhor, me fazes repousar em segurança". Salmos 4:8

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