


A epidemia de dengue que tem cercado o Rio de Janeiro não é mais novidade.
Em meio a omissões das autoridades competentes e, em alguns casos,
do descaso de alguns pacientes atendidos, estão os profissionais da área de saúde.
Médicos e enfermeiras estão trabalhando mais do que sua carga horária normal – alguns sem uma folga sequer há dois meses. O número de pediatras não está dando conta, e médicos de outras especialidades estão atendendo as crianças que não páram de chegar aos postos de saúde.
Responsabilidades
A Dra. Evódia Ribeiro, membro da Catedral, é uma dessas profissionais. Ela falou ao site da UMP sobre as questões envolvendo a epidemia.
“Os governos têm culpa por não fazerem obras de saneamento básico, por custarem a informar a população ou, quando falam, alarmarem demais. E também por não se anteciparem. Antes do Pan-Americano havia focos de dengue no bairro do Rio Comprido”, explica Evódia.
No entanto, ela não deixa de relatar que há uma parcela de culpa da população, que não toma os cuidados devidos pós-atendimento. “Anoto o telefone de cada paciente que atendo (Evódia é diretora do Posto de Saúde na Mangueira) e ligo pra acompanhar. Várias mães têm preguiça de fazer o soro caseiro todos os dias, sem perceber a gravidade da situação”.
Realidades
A médica ficou tocada quando atendeu um garoto fora do horário do Posto de Saúde. “Uma mãe muito pobre estava carregando na rua este menor no colo. Como fui a sua ginecologista no pré-natal, ela me reconheceu, e começou a chorar me pedindo que atendesse seu filho”.
A mãe em questão é faxineira, tinha chegado do trabalho e viu o filho sem forças. Como não tinha o dinheiro da passagem e sabia que o posto estava atendendo pacientes de dengue, aventurou-se a ir até lá a pé, mesmo fora de hora.
O garoto foi internado, passou pelo CTI do Hospital Fernando Filgueiras, em Botafogo (o melhor em atendimento pediátrico, segundo a Dra. Evódia) e agora já levou alta.
Quem está de fora também participa
Evódia, como Lucas, escritor do evangelho, é médica. Também segue a Cristo e quer fazer diferença em meio aos já dedicados profissionais de saúde. Aos que acompanham o site da UMP, faz um único pedido:
“Gostaria de solicitar orações para nós os profissionais da Saúde que estamos trabalhando nesta epidemia. Estamos dando tudo de nós para salvarmos vidas, travamos uma luta a cada segundo. Estamos cansados, alguns doentes, e precisamos dos irmãos na retaguarda orando por nós e pedindo misericórdia a Deus para os nossos pacientes”.

