


É janeiro. E durante esse período a gente costuma ouvir muitas mensagens para o ano novo. Paz, saúde, felicidade são alguns dos votos e conteúdos de textos e pregações. Mas no meio disso tudo, uma coisa me chamou a atenção.
Estava em São Paulo, semana passada, e ouvi de um pastor um sermão que, em princípio, parecia que seria apenas mais um sobre um tema já bastante conhecido. Falava sobre o amor. Todo mundo sabe que devemos amar a Deus, a todas as pessoas, que Deus nos ama, que Deus é amor etc etc.
Mas essa mensagem - que achei que já soubesse de cor - não foi assim tão simples. Na verdade, falava sobre um conceito oposto: o ódio. Esse sentimento parece perverso demais, forte o bastante para todo mundo achar que está isento dele. O pregador deixou claro: se amor é o que há de mais perfeito e sublime, o contrário é o que existe de pior. E na falta de um, o outro aparece. Não odiamos alguém quando sentimos raiva. Odiamos quando desprezamos, ignoramos, negligenciamos... ou seja, odiamos quando não amamos verdadeiramente.
E muitas vezes invertemos os papéis: amamos tanto uma pessoa e queremos que ela aceite Jesus de qualquer maneira. Tentamos, então, convertê-la em vez de amá-la. E deixamos para Deus a função de amar. Está errado. Nós devemos amar. Deus converte.
A Bíblia é clara: Deus nos amou primeiro. É isso o que tem que ser feito. Que essa seja nossa resolução de ano novo: amar sempre, antes de tudo. O resto, Deus faz.
