12/08/2007 - O que une os diferentes
Sou um apaixonado por futebol. Esse esporte fascinante - o mais popular do nosso país - é capaz de unir pessoas de diferentes classes sociais e de diferentes idades; todos, juntos, torcendo pelo seu time. Inúmeros sentimentos são inerentes à paixão futebolística, tais como emoção, alegria, angústia, apreensão, tristeza, contentamento, entre outros.
Pelo futebol, norte-americanos e iranianos já deram as mãos em uma Copa do Mundo; a seleção brasileira provocou um verdadeiro cessar-fogo no Haiti, país devastado pela guerra civil, que parou para ver os jogadores; e, há poucos dias, o Iraque - treinado por um brasileiro - foi campeão da Copa da Ásia, vencendo a Arábia Saudita e fazendo o seu povo sofrido se esquecer, por um momento, dos efeitos da violência.
O futebol está acima de todas essas diferenças. Infelizmente, não podemos dizer o mesmo da religião que, ao longo da História, separou e tem separado as pessoas; isso se verifica até mesmo dentro das igrejas evangélicas, seccionadas entre diversas denominações.
A Constituição Brasileira assegura o livre exercício do culto religioso, assim como a livre manifestação do pensamento. Não quero entrar no mérito da questão religiosa, mas acredito que nós, jovens e inteligentes, devemos marcar nossa posição no sentido de agregar e não de segregar. A começar por quem está ao nosso lado, sem nos esquecer dos que ficaram pelo caminho. Juventude cristã, avante!
Raphael Werling (Kibe)