04/03/2007 - Uma Babel de preconceitos
Por Lívia de Souza Vieira

"Por isso se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o Senhor a língua de toda a terra, e dali os espalhou o Senhor sobre a face de toda a terra". (Gênesis 11:9)
Babel é um filme sobre preconceitos. Assim como a Babel da Bíblia, o filme faz um recorte de histórias em três países diferentes, com línguas igualmente distintas: Japão, Egito e EUA. Ao final do filme, o espectador descobre que as três histórias se encaixam perfeitamente numa trama muito bem dirigida por Alejandro González-Iñárritu e encenada por Brad Pitt, Cate Blanchett, Gael García Bernal, entre outros.
O filme retrata três formas de exclusão: a dos deficientes surdo-mudos, a dos mexicanos que trabalham ilegalmente nos EUA e a visão dos americanos sobre os habitantes dos países asiáticos, tidos sempre como terroristas perigosíssimos.
Assistir Babel é tomar um soco no estômago, à medida que percebemos todas as formas de preconceitos sendo postas por água abaixo, de forma muito inteligente e sem clichês. Emocionante e forte, vale a pena conferir e repensar nossa conduta em sociedade, que é às vezes tão mesquinha e insensível ao que realmente importa.