06/02/2007 - Diamante de Sangue
Por Ana Valéria Lima

Já não era dia. O contraste entre luz e trevas sempre nos angustiou. Nesta saga, mais do que uma história de guerra civil, o enredo nos leva a refletir sobre o que enfrentamos em nossa contemporaneidade: a difícil tarefa de fazer o que é certo, pelo motivo certo, na hora certa. Quem nunca passou por este desafio? Quem nunca enfrentou a ambigüidade de lutar contra sua própria carne? Quem nunca esteve entre a linha limítrofe de ouvir o seu lado bom falar mais alto, em detrimento de abafar o seu diabinho interior?
A partir de três personagens centrais, o autor aborda temas que são latentes em nosso mundo capitalista: a ganância, o sonho, a terra, o poder, os fortes, os manipuladores, as virtudes, as cobiças, os nacionalistas, as riquezas. Antagônicos sentidos, e cabe a você identificar cada papel e descobrir qual deles você se enquadra. Na realidade crua de uma luta armada, abre-se o questionamento às mazelas que alcançam a todos os seres humanos.
Muitas narrativas têm falado sobre guerras, mas de fato, a maior guerra que enfrentamos é a guerra da alma. "- Será que Deus nos perdoará pelo que nós fazemos uns contra os outros?"; é lançada a pergunta no filme, ainda sem esperança em ouvirmos respostas.
Dia se tornou noite, sua cegueira o levava a sede de violência e poder. Houve um pai que o resgatou. Trouxe nova esperança, e devolveu-o para o que de fato, um dia também ansiamos acontecer: Voltar à Casa do Pai, voltar ao nosso lar, encontrar a paz. Este filme é sensacionalmente imperdível!