29/06/2008 - O bebê missionário

Samuel Aureliano completou um ano no dia 14 de maio. Ele é filho do André (Stallone) e da Marcelle, nossos irmãos que se preparam para as missões na Amazônia.
Nessa entrevista exclusiva, Samuel conta como foi seu primeiro ano de vida, seu dia-a-dia e suas viagens – os índios pensaram que ele era um boneco...
Como é nascer num lugar pelo fato de seus pais serem missionários?
Eu acho muito legal. Você conhece uma porção de gente de lugares diferentes.
Dá pra aprender a falar aprendendo sotaques de pessoas de todas as partes do país e até mesmo de fora do Brasil.
Se meus pais não fossem missionários eu provavelmente seria carioca, mas como eu nasci em Viçosa eles dizem que eu sou mineiro.
Será que é por isso que eu gosto tanto de pão de queijo?
Você já viajou pra Minas, Amazônia, Brasília. De qual lugar você mais gostou, e por quê?
É difícil dizer um único lugar que eu tenha gostado mais. Em Minas tinha um friozinho tão gostoso que eu adorava ficar no colo quentinho da mamãe.
Na Amazônia já era bem quente e eu tomava uns 6 banhos por dia. Adoro tomar banho. Na floresta era legal! Nunca tinha visto tanta árvore em toda minha vida.
Passear de barco era uma delícia... Só que dava um soninho e aí eu só acordava quando agente chegava na aldeia.
Brasília também é um lugar muito bonito. Meus pais estão aprendendo como aprender línguas novas e eu ainda estou aprendendo a língua dos meus pais.
Outra coisa que eu faço de legal aqui é ir pra natação. Fico mergulhando e nadando e cantando musiquinha. Depois eu fico cansado e só quero saber de papar e dormir.
Como foi o contato com os índios? O que eles acharam de você?
Essa foi uma das partes da viagem pra Amazônia que eu mais gostei. Eles acharam que eu era um boneco.
Só porque eu sou branquinho e tenho o olho azul. Alguns acreditavam mesmo que eu não era de verdade e
só tiravam a dúvida depois que me pegavam no colo e viam que a minha fralda ficava suja de verdade.
Acho que nunca passei tanto de braço em braço como lá. Era uma verdadeira festa. Fiz muitos amigos e tenho saudades deles.
O que você mais gosta de fazer durante o dia?
Eu gosto de treinar os meus passinhos... Ainda tenho um pouco de medo de cair mas quando papai e mamãe estão por perto aí eu me solto.
Também gosto de assoprar na flauta, escorregar na grama, dançar e dormir um soninho gostoso depois do lanchinho da tarde. Meu lanche preferido é geléia de mocotó.
O que você odeia?
Eu odeio que me apertem e fiquem me beijando muito, principalmente quando eu quero passear.
E odeio quando me tiram da banheira depois do banho.
Quais foram os episódios inesquecíveis nesse seu primeiro ano de vida?
Nascer foi muito legal. Foi estranho, mas foi legal. De repente eu estava aqui do lado de fora e pude conhecer o rosto da minha mãe e do meu pai que eu só conhecia a voz.
Cada coisa que eu comecei a fazer que não fazia antes foi muito bom. Começar a engatinhar, a comer papinha, a ter dente, a andar, a nadar...
Acho que a coisa mais inesquecível pra mim foi conhecer a Amazônia. É tão grande e tão bonita e as pessoas lá me abraçavam com tanto carinho...
Como vai ser o seu futuro? Você vai estudar na Amazônia mesmo, será missionário também?
Em julho eu vou passear no Pará, quando meus pais farão o estágio de sobrevivência na selva.
No ano que vem vamos morar na Amazônia. Vou poder rever meus amigos! Eu vou estudar lá e acho que vou ser missionário também.
Meus pais são missionários e levam uma vida tão legal. Eles sempre têm muitas histórias pra contar.
Eu também quero ter histórias legais pra contar, principalmente se forem histórias que falam sobre a nossa vida com Jesus.